terça-feira, 24 de maio de 2011

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O que eu sou não é não é palavra, não é imagem não tá no espelho nem no reflexo não tá na mente (no outro, ortrootro) não existe (ainda, já se foi) mas quando existir já (é) vai ser passado passado passado, está depois do passado, no futuro desse mesmo teclado ou dessa caneta dessa tela dessa folha desse branco dos meus olhos (do cinema) nem na vida da vírgula doponto

domingo, 10 de abril de 2011

Achismos sobre estética

(Isso foi um trabalho que eu fiz pra faculdade e a pergunta era onde que se dava a experiência estética do mundo, em um mundo bomberdeado por imagens?)

John Berger inicia seu texto “Modos de Ver” a partir de duas afirmações sobre o ato de ver: ele precede as palavras e estabelece nosso lugar no mundo circundante.  Entre essas duas afirmações há uma lacuna que podemos compara-la ao espaço que existe entre uma obra de arte e sua fruição. Eu imagino essa ligação sendo feita quando você começa a preencher esse espaço vazio compartilhando suas vivências anteriores, com as vivências daquele instante e muitas vezes junto com a vivência de um personagem. E é exatamente essa articulação de vivências que gera o nosso estar no mundo.  Jean Marie Straub nos diz que um plano vale a pena quando há algo que queima em seu interior.  Talvez seja desse incêndio que possamos começar a falar da estética.
Aonde se dá a experiência estética do mundo, se hoje vivemos bombardeados por imagens? Será que o excesso gera ausência? 
Fazendo um paralelo com o filme Janela da Alma, coloco como sinônimos o conceito de Estética com a ideia de Olhar abordado no filme. Por mais que os depoimentos sobre o olhar e suas possibilidades tenham sido muito plurais, todos falam sobre uma maneira de se relacionar com o mundo, que vai muito além da visão. É um emaranhado de sensações, que se articulam e se organizam através de um recurso artístico, no caso do filme, palavra e imagem técnica. O Olhar passa a ser nada mais do que uma operação de nossas vivências restritas a algum tipo de aparato, seja a palavra ou a câmera. Quando Wim Wenders afirma que o que ele busca em um mundo com excesso de imagens é a essência de algo que já se foi, no caso um mundo onde a imagem não ocupa o lugar atual, ele dá um atestado de ser um cineasta que vêm de uma época onde se fazer cinema não era pra qualquer um, portanto pensar no lado bom de um mundo rodeado por imagens, como o próprio processo de democratização de sua produção, é difícil. Falta ele ser pobre e morrer de vontade de fazer um filme.
Além disso, mesmo sendo considerado diretor cabeça, Wim Wenders dá um exemplo de como a dinâmica do mercado influencia nossos discursos e nossa maneira de estar no mundo. Dentro da lógica industrial do séc XX, a lei da oferta e procura era o que ditava a produção capitalista. Quanto menos produtos circulando, maior seu valor simbólico. Portanto, a apreciação do dito cinema de arte está estritamente ligado a lógica da indústria. Ao contrário do cinema pras massas, o cinema de arte é para poucos e aí está seu charme.
O que tento dizer aqui é que nós somos produtos e produtores de estética. O mundo e o indivíduo estão em troca simultânea, e independente de excessos, algo é gerado. A estética é o próprio mundo, prontinha pra virar outra coisa. Ela é uma experiência operada. A experiência estética é o próprio queimar e é o álcool para outros incêndios.
A proposta de se definir um lugar para a experiência estética passa por um imaginário acostumado a ver o mundo já mastigado. O roteiro é uma mastigação do real. É uma realidade já organizada por vivências, olhares, sensações... Essa organização é fantástica, só que corre o risco de esgotar. Quando ela se esgota, o que antes queimava passa a ser usual. A necessidade do grande momento, da grande obra, da grande história é intrínseca ao homem. E as possibilidades de operação do ordinário acabam ficando de lado, em busca de um absoluto irreal.
O problema do conteúdo é um problema de forma. Ao invés de pensar um espaço propício para se entregar a experiência estética( porque pensar espaço pra estética vejo como reduzir a estética ao campo do artístico e é aí onde a discussão de conteúdo pode ser cruel e anti-democrática), perceber as diferentes formas de se relacionar com o mundo e ter vontade de opera-las, transforma-las em outras formas de expressão é o primeiro passo pra reinventarmos conceitos como Democracia, Diferença, Cultura e assim caminhar na construção de um mundo com outros problemas.

Violão, Limão e Blur


Filmagem da Feira da General Glicério!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Discurso do Lula - Filme do Maréssine

O cineclube Maréssine é um recente projeto da REDES - Redes de Desenvolvimento da Maré, que atua na Nova Holanda, uma das dezesseis favelas do complexo da Maré. Em parceria com o pré-vestibular da REDES, utiliza o cinema  não para falar de conteúdos ou discutir símbolos, e sim pra inventar novas formas de se relacionar com o mundo.

cortando cebola

(leia em voz alta,olhando pra faca)

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